A desparasitação é um processo que se realiza através da administração de medicamentos cutâneos ou orais com o fim de expelir ou prevenir um possível parasita de um organismo. Esta é fundamental tanto para o bem-estar do seu cachorro, como para o seu, uma vez que estamos em contacto permanente com ele e pode transmitir-nos alguns dos seus parasitas. Os parasitas podem ser externos, caso estejam situados à superfície do organismo ou, internos, caso estejam no interior.
Os cães são animais muito interativos, cheirando e comendo muitas das coisas que veem, sendo por isso, propensos a infetar-se com parasitas. Sobretudo para os donos que gostam de levar os seus cães à rua, onde estão em contacto com superfícies que desconhecem, é importante uma desparasitação regrada.
Os parasitas externos mais frequentes nos cães são pulgas, carraças, piolhos e ácaros. Estes costumam ser mais fáceis de identificar do que os internos devido aos comportamentos dos animais face aos mesmos, como prurido intenso e prolongado, choros e vermelhidão. De todos os acima listados, as carraças são talvez as mais difíceis de encontrar, no entanto, ao mexermos no cão, podemos encontrar um vulto escuro que parece aderido à pele.
Os parasitas internos são mais complexos, já que têm maior diversidade e são mais difíceis de identificar. Enquanto que um parasita externo é identificado assim que é analisado ao microscópio, os internos precisam de um análise parasitológico das fezes, da urina ou de excreções, para serem identificados e tratados devidamente.
Falando agora de desparasitantes contra parasitas externos, estes podem ser administrados oralmente ou cutaneamente. Os desparasitantes cutâneos mais comuns são as pipetas e os colares, porém, as pipetas aplicam-se geralmente desde o pescoço até ao início da cauda e demoram tempo a secar, gerando oportunidade para que outro cachorro ou até mesmo uma pessoa entre em contacto com o produto, o que por vezes origina reações alérgicas. Os colares são de risco se o cão estiver em contacto com outros animais, visto que, muitas das “brincadeiras” entre animais incluem morderem-se uns aos outros e se puxarem o colar, podem sufocar-se. Por outro lado, os desparasitantes contra parasitas externos que se administram oralmente, não apresentam risco e ficam a agir por volta de 3 meses, despreocupando-nos sobre possíveis invasores de maneira segura. Claro que, a forma de desparasitar depende não só de cada dono, como de cada veterinário, já que, cada pessoa tem as suas próprias preferências, contudo, temos de analisar todos os panoramas possíveis para minimizar os danos viáveis.
Já os desparasitantes contra parasitas internos, são administrados de forma oral. Alguns sinais de que o nosso cachorro possui parasitas não desejados são perda de apetite, sangue nas fezes, diarreia, vómitos, entre outros. Quando observarmos algum destes sintomas e a desparasitação não estiver atualizada, devemos primeiro desparasitar o cão e caso estes sintomas persistam, então avaliar outras hipóteses.
Além da desparasitação feita aos animais, deve ser também realizada uma desparasitação às pessoas que estão em contacto direto com os mesmos, sobretudo interna, já que, às vezes os cães lambem-nos ou apanhamos os seus dejetos e podem transmitir-nos parasitas. Muitos dos parasitas dos cães não são prejudiciais para pessoas, mas é sempre melhor prevenir do que remediar.
É importante ressaltar que, alguns dos parasitas mais comuns, quando não são tratados devidamente ou de todo, geram doenças letais.
Em suma, é essencial proteger o nosso cachorro contra organismos invasores e consequentemente proteger-nos a nós, para que o animal tenha uma vida plena e sem complicações médicas.